Ao longo da vida conheci imensas Cláudias.

Algumas eram tempestades rápidas e barulhentas; outras, pequenas depressões que se arrastavam por tempo demais.

Mas uma coisa era certa: todas deixavam o seu rasto de estragos pelo caminho… 😮‍💨

E tal como acontece no país (cof cof, Governo), eu lamentava o sucedido, colava uns pensos rápidos emocionais, fingia que estava tudo bem… e esquecia até voltar a acontecer.

Honestamente? Era quase masoquismo emocional. 🤔


Durante muito tempo culpei a Cláudia:

— “Ah, ela sopra para onde quer.”

— “Ah, estraga tudo.”

— “Ah, eu é que tenho azar.”


E claro… acontecia dano porque eu deixava.

Até que um dia mudei umas quantas coisas em mim — e puff — aquela figura mística perdeu quase todo o seu poder ✌️


Como assim, foi extinta a Cláudia?! 😯

Não, existe na mesma. Só que agora o perigo diminuiu consideravelmente porque aprendi a reforçar as minhas defesas internas.


E para sobreviver a esta espécie climatérica de pessoa, criei as minhas próprias regras:

1. Fortificar paredes e estruturas — limites saudáveis, sempre.

2. Viver na base do respeito — sem dar as costas a quem não merece.

3. Preparar defesas e simular cenários — autorreflexão salva vidas.

4. Stock de paciência no kit de emergência — nunca se sabe quando a tempestade regressa. 😶‍🌫️


Aos poucos percebi que, quando eu mudo, o cenário muda. Aliás, a imagem passa a ser de uma tempestade num frasco.



E aquelas tempestades humanas que pareciam furacões… afinal eram só ventanias fáceis de lidar.

Bem mais fáceis que certas tempestades meteorológicas que nos visitam 😅


E só para terminar:

A todas as Cláudias deste mundo, nada pessoal. O nome foi escolhido pela meteorologia. 😶‍🌫️😂