Há coisas na vida que simplesmente aceitamos sem questionar. Uma delas é um coelho que distribui ovos. 🐰🥚
Não é galinha. Não é uma marca com estratégia de marketing agressiva. É um coelho.
E nós alinhamos. Compramos amêndoas, montamos cabazes, escondemos ovos pela casa como se fosse uma operação secreta digna de filme… e ninguém levanta uma sobrancelha.
Como se o preço do chocolate não tivesse subido e como se o combustível não estivesse a fazer-nos repensar cada deslocação.
Isto faz sentido? Não. E mesmo assim funciona.
E o coelho? Esse continua gratuito e emocionalmente estável. 🐰
O mistério dos ovos (e das nossas regras)
Agora experimenta comer amêndoas “a mais”.
De repente, já há regras. Já há equilíbrio. Já há aquela voz interior a dizer:
“talvez não precises da décima…” 🍫
Curioso, não é?
Aceitamos um coelho ilógico… mas não aceitamos um pequeno exagero.
Crescer é estranho.
A certa altura, deixamos de viver as coisas e passamos a geri-las. Gerimos o que comemos, o que sentimos, o que mostramos…
Até a Páscoa vira um mini projeto de autocontrolo.
Amêndoas, culpas e pequenos dramas
E nem é pelo chocolate, é pelo que vem depois.
Aquela análise silenciosa, o “amanhã tenho de compensar”.
Aquele peso leve que aparece sem ter sido convidado.
Como se cada amêndoa viesse com um relatório emocional incluído.
Mas a verdade é simples: ninguém muda de vida por causa de meia dúzia de amêndoas.
Mas muita gente se cansa por tentar ser impecável o tempo todo. 💅
Saltitar sem grande plano
Se pensarmos bem, o coelho não anda. Este salta.
Não planeia. Não otimiza. Não faz listas.
Simplesmente vai.
Saltitar não é perfeito, contudo é leve.
E talvez seja isso que nos anda a escapar.
Andamos tão ocupados a tentar fazer tudo “certo” que nos esquecemos de fazer as coisas… com alguma margem para sermos humanos.
Para exagerar um bocadinho, e para rir quando exageramos.
Para seguir em frente sem transformar tudo num evento. 🎬
Talvez a leveza seja suficiente
Talvez o equilíbrio não esteja em fazer tudo bem.
Está em não dramatizar tanto o que não é assim tão grave.
No fundo, a Páscoa não traz respostas profundas. Mas traz um coelho improvável que aparece todos os anos como quem diz:
“relaxa… não precisa de fazer tanto sentido assim.”
E talvez crescer seja isso mesmo. Levar a vida um bocadinho menos a sério… e, de vez em quando, saltitar sem grande plano. 🐰✨




