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💐 Ser mulher: ser imperfeitamente perfeita

 Hoje fala-se muito sobre o mês da Mulher, e para mim isso costuma trazer duas coisas: reflexão… e uma leve sensação de que devia ter percebido a vida um bocadinho melhor até agora. 😅

Mas pronto... Ainda estamos a tempo.


O mês da Mulher e estas reflexões que aparecem

Ao longo da vida existem muitas expectativas sobre aquilo que devemos ser.


Como mulheres.

Como profissionais.

Como adultos responsáveis.


Responsáveis ao ponto de saber cozinhar algo além de massa com qualquer coisa por cima. 🍝

Ou pelo menos saber dobrar um lençol com elástico sem entrar numa crise existencial.

Confesso que essa ainda é uma batalha em aberto...


As expectativas que vêm com a idade

Existe uma ideia meio silenciosa de que, à medida que crescemos, deveríamos ir ficando cada vez mais seguros, certos, organizados e confiantes.

Tipo aquelas pessoas que parecem saber exatamente o que estão a fazer na vida.

Sabem aquelas pessoas que têm agenda organizada, plantas vivas e até marmitas para a semana toda? Sim… essas. 👀

Começo a suspeitar que algumas também estão só a improvisar.


O pequeno problema das expectativas

Com o tempo percebi algo curioso.

A segurança que procuramos raramente vem de cumprir todas essas expectativas.

Porque mesmo quando conseguimos cumprir algumas… aparecem logo outras novas.

É quase como aqueles jogos em que passamos de nível e de repente surgem mais obstáculos.

E nós só queríamos um bocadinho de descanso.😅


O verdadeiro trabalho da vida

Com os anos percebi algo que ninguém explicou muito bem quando éramos mais novos.

A verdadeira segurança não vem de sermos exatamente aquilo que esperavam de nós.

Vem de conseguirmos sentir-nos confortáveis com quem somos, ao nosso ritmo, com as nossas mudanças e curvas estranhas que a vida vai desenhando.

Mesmo quando isso significa admitir que… ainda estamos todos um bocadinho a improvisar.


Talvez crescer seja apenas isto

Talvez crescer não seja tornar-se numa pessoa perfeita, organizada e cheia de certezas.

Talvez seja apenas aprender a ser, ao mesmo tempo, mulher, menina e moça.

E conseguir rir um bocadinho pelo caminho.

Porque entre expectativas, planos e improvisos…

o humor continua a ser uma ótima estratégia de sobrevivência. 😄


E por isso, para mim, ser mulher é ser imperfeitamente perfeita, apenas trilhando o seu caminho e vivendo o seu dia-a-dia o melhor que sabe.


Ilustração de mulher adulta e criança num campo de flores


🐈‍⬛ Pensar em azar… torna-nos azarentos?

Podia ser um dia como outro qualquer, mas é tratado como aquelas pessoas que queremos fazer de conta que nem conhecemos na rua.

Sim, falo mesmo da sexta-feira 13, o dia que ficou incumbido como o dia do azar e que, quem por azar tem azar nesse dia, sente que tem um temor ainda mais justificado.

Ilustração em tons pastel de uma mulher a usar um tablet num quarto calmo, com um gato preto por perto e um calendário na parede a marcar sexta-feira 13.


Como surgiu esta ideia geral?

Se são tão curiosos quanto eu, surgiu da mistura de lendas e tradições religiosas, como tantas outras ideias que repetimos quase em automático 🙅‍♀️

Falamos do dia em que Jesus Cristo foi crucificado, da prisão em massa dos cavaleiros templários, da interrupção da ceia dos deuses nórdicos pelo 13.º convidado… Se calhar há mais, mas ficam aqui estes.

Então só pode ser real?... Não vou discutir no que podes ou não acreditar. Apenas deixar o meu ponto de vista.


Quanto do azar é mesmo azar?

No fundo, o que quero perguntar é se algo que foi apenas um momento menos bom, e até possível de solucionar, continua a ser azar ou passa a ser apenas um problema que aconteceu naquele dia específico. 

Não falo da parte religiosa. Falo do que nós definimos como problema ou como azar.

É como persistir que canja faz mal porque foi no dia em que alguém com diabetes ficou cego. Eu sei, é "trenguice", mas por vezes ficamos presos a ideias estranhas 😅


Então é exagero dizer que tive azar?

Nem por isso. Podes sentir-te azarado naquele dia. Podes ficar frustrado, triste ou irritado. Faz parte. 

O que talvez não seja necessário é alimentar essa ideia ao longo do tempo, sempre que o dia se repete.

Sentir é natural. Ficar a viver dentro da história é que cansa.

Às vezes guardamos o episódio na gaveta mental “sexta-feira 13 = azar” e sempre que algo menos bom acontece nesse dia, reforçamos a etiqueta, quase como quem diz “eu sabia”.


Também é estranho como comparamos

Quando algo dói, muitas vezes tentamos diminuir a dor através da comparação. Dizemos que podia ter sido pior, que há quem esteja muito pior, como se fosse preciso relativizar tudo para merecermos sentir alguma coisa.

Às vezes isso ajuda. Outras vezes só empurra o que sentimos para mais tarde.

Como se a dor precisasse de um ranking para ser válida, mas sentir não é competição.


Não bate à porta e avisa

Durante muito tempo eu achava que as quartas-feiras eram dias terríveis, quase como as segundas-feiras para muita gente. E, curiosamente, acontecia sempre “algo” que depois acabava com a minha energia para o resto da semana.

Hoje penso que talvez não fosse o dia. Talvez fosse a expectativa.

O azar não bate à porta nem avisa, mas também não precisa de ensaio constante da nossa parte.

Talvez o equilíbrio esteja em permitir sentir quando algo corre mal, sem transformar isso numa identidade ou numa profecia repetida. 

Porque sentir que foi azar não te torna azarento. Torna-te humano.

🌨️ Um nevão de ideias

As coisas correm nos dias de hoje. Ora ainda estávamos há dias a festejar o ano novo, ora nos encontramos já no final do mês de janeiro 😬

O que é certo é que junto com a mudança de ano sempre vemos esta mudança de tempo. Por vezes mais brusca outras vezes nem tanto...

Personagem simbólica sentada no sofá com manta e chá, enquanto observa um nevão de ideias pela janela, representando a escolha de abrandar em janeiro.


A correria que ninguém admite

E com a mudança de tempo, não sei se sentem de igual forma, mas eu sinto sempre que as pessoas aceleram. Num tempo que devia de ser de calma, não pelas tempestades em si externas mas também internas, é quando toda a gente mais quer atingir metas ou objetivos de uma só vez...

E digo, para uma pessoa que está com o seu cházinho e manta somente a tentar fazer o máximo que pode, e a pensar no seu sofá ou caminha quente, fico sempre num loop de emoções 🥲


Vais apanhar o comboio?

Realmente, de onde vem tanta correria? Já te perguntaste? 

Tirei uns momentos para pensar, e remoer enquanto comia uma maçã assada que já agora com um toque de canela fica divinal 🤤

Há vários pontos que consegui identificar:

  • não permitir sentir e descansar
  • cumprir com resoluções de ano novo
  • estimulação externa ou interna para resultados rápidos


E como puxar os travões?

Não há algo mágico, contudo já é um óptimo passo estares a ler até aqui. É sinal que concordas pelo menos com um bocadinho do que leste.

O que posso sugerir é começar a escrever, deixar fluir e escutar o corpo, mente e alma aos poucos. Perceber se estás no modo robô ou modo Zen (ao que denomino de Zé, pelo exemplo masculino desta ideologia) 😂

Diria que algo assim:

  • escrever 5 minutos sem objetivo
  • parar antes de dizem "sim"
  • perguntar "isto é urgência ou hábito?"


Sabes lá do que falas, eu tenho vida

Que engraçado, eu também tenho. Quem diria? 🤭

Foi exatamente nesse ponto que bati. Eu tenho vida, mas vivia mais pelos outros do que por mim. Cheguei inclusive a ignorar sinais do corpo por querer ser "forte".

Por isso saí do comboio e comecei a apreciar a vista de fora. Diria que talvez a andar de carroça, com os quadrúpedes na frente e não atrás. E comecei a ver com mais nitidez apesar de continuar a usar óculos 🥸 

Na vida não vamos cumprir com todos os nevões de ideias, e até convém bem entender o que faz sentido ou não para não exagerar.

Eu na realidade preferia ver nevar, mas ainda não foi desta 😶‍🌫️

E tu... estás no comboio ou já saltaste para ver a paisagem?

👰Aceitas mudar comigo?

Sim, isto é uma espécie de pedido de casamento. Mas não daqueles clássicos, com música dramática e público a chorar.

É daqueles pedidos que fazemos a nós próprios. Oh yes, baby! 😎


O compromisso mais importante

O maior compromisso da nossa vida não começa nos outros. Começa em nós.

Atenção: mudar não significa tomar uma ação que revolucione o mundo!
Nunca quis ser a Team Rocket do  mundo Pokemón, e muito menos a Madre Teresa 😅


A mudança pode ser bem menos épica… e bem mais honesta.


Mudar também pode ser pequeno

Às vezes mudar é só:

Pequenas mudanças contam, sobretudo quando fazem sentido para nós.
Por exemplo, como conseguir dormir a sesta… mas isso ainda não consigo fazer facilmente 🙄


O que a vida nos ensina (com ou sem consentimento)

Há coisas que a vida nos vai ensinando e aceitamos, ou não.
Há coisas que desejamos mudar, mas temos que estar disponíveis à mudança.

Em criança e adolescente, eu não gostava nada da palavra “mudança”. Significava mudar de casa, mudar de escola, aceitar a toda a força 😮‍💨 Era imposto, não era escolha.


Quando crescer muda o significado

Quando adultos, é uma relação para conosco. Muitas das mudanças, estão nas nossas mãos.

Mas isso não significa mudar de lugar físico, pode ser apenas mudança mental ou física nossa.

Afinal eu estou há mais de dez anos no mesmo local, e nos últimos cinco tenho mudado tanta coisa que às vezes nem eu me reconheço 🤣


Estagnação ou cura? 

Aqui está a parte importante: nem tudo o que parece estagnação é falta de evolução.

Às vezes é só:

  • pausa
  • isolamento
  • recuperação

Isso não é estagnar. Isso é cura. 💛

Estagnação é apenas aceitar uma vida que já não nos traz o que desejamos, e mesmo assim não fazer nada.


O pedido

Eu imagino o corpo, a mente e a alma, que no fundo sou eu, ajoelhados, com um anel invisível na mão
a perguntar baixinho:

“Aceitas mudar comigo?”

Ilustração simbólica de uma mulher a fazer um pedido de compromisso a si própria, num ambiente calmo e sereno.




E a partir daí, seguimos, com vários “sins” e alguns “nãos”. E muito respeito pelo tempo de cada resposta. 


Prontíssima para este novo ano, já dei um novo sim ao mudar as imagens que vou colocar neste blog.
Para além do compromisso para com aquilo em que acredito 😁

🎆 A saga continua em 2026

Este ano não foi perfeito, e ainda bem!
Teve bugs emocionais, dias em modo avião, decisões adiadas e momentos em que a vontade era carregar em “reiniciar sistema”.😅

Houve falhas e apagões, claro. Mas também houve progresso silencioso, daquele que não dá post bonito, mas muda tudo por dentro. ✨

E só agora, enquanto escrevo, é que estou a dar conta que afinal… alcancei uma nova versão minha.
Ora, vamos por pontos (porque isto merece organização mínima 😄):

  • apesar de ainda parecer o corcunda de Notre Dame com o peso todo às costas, saí da zona de conforto várias vezes , e fui feliz por isso;
  • o meu hamster interior, aquele que adora correr na rodinha, aprendeu a abrandar e a viver o dia-a-dia com mais calma e amor;
  • conheci pessoas, e outras reaprendi a conhecer, aceitando com mais leveza que não agrado a gregos e troianos;
  • defini limites, removi outros, desaprendi muita coisa… basicamente joguei a carta Reverse do UNO em mim própria.
Foi muito mais do que isto, acreditem. Só que é maçador estar aqui apenas a falar de mim e a minha memória tem mais preguiça. Sou mais de lembranças emocionais, menos mentais. 😁

Há cinco anos que deixei de ver o ano novo como um fim e um começo, para mim, é só a continuação de um desenvolvimento.
E, honestamente, viver assim é bem melhor do que carregar a pressão ideológica do tempo. 🙄

E tu, já pensaste no teu ano? Não lhe ponhas medidas ou pesos. Apenas coisas simples, daquelas que realmente contam. Se quiseres, deixa a tua mensagem também. 😉

Quanto a 2026, que venha com amor, humor e algum esplendor. 💙

E se me permitires, eu vou continuar a dar os três neste blog, por isso espero que continues por aí.
Porque, tal como em Star Wars, a saga continua em 2026: com falhanços dignos de Stormtroopers, e, aqui e ali, uma dose de Yoda sábio quando menos se espera. 🤣



🎅 Pai Natal: o verdadeiro vingador

Sabes que mais? Quanto mais cresço, mais me apercebo de que o Pai Natal sempre teve energia de super-herói. 🦸

Rápido nas entregas como o Flash.
Forte como o Hulk, afinal já viste a quantidade de prendas?
Com cálculos e gadgets dignos do Homem de Ferro.
A entrar em chaminés (e em casas sem chaminé!) como um verdadeiro Homem-Formiga.
E ainda sabe quando foste bom ou mau… Dr. Estranho vibes?

No fundo, se pensarmos bem… o Pai Natal sempre foi o verdadeiro Vingador.




Não aparece em cenas pós-créditos, mas salva meio mundo numa noite, mete respeito sem levantar a voz, e ainda lidera uma equipa inteira de renas — tudo isto com um casaco vermelho e um saco que nunca fica sem espaço. Se isto não é nível Marvel, não sei o que será.

A parte gira é que, quando era criança, eu acreditava nele porque significava algo importante: existe magia algures no mundo.
E talvez seja essa a ponte com o desenvolvimento pessoal que quase nunca pensamos. Não é sobre o senhor de barbas brancas, é sobre aquilo que a sua imagem acordava em nós.

Porque, se fores ver bem, todos temos um micro Pai Natal interno:
✨ o lado que acredita no impossível
✨ o lado que imagina coisas boas
✨ o lado que aparece quando mais precisamos (mesmo atrasado e sem rena)
✨ o lado que entra na nossa vida quando deixamos a porta meio aberta

Se calhar o presente deste ano é só este: ouvir outra vez a criança interior, aquela que acreditava que algo de bom podia estar a caminho — mesmo sem provas.

E honestamente? Já é superpoder suficiente.

✨ Neste Natal, não te esqueças desse herói silencioso que vive em ti.
Não salva o mundo mas salva dias, momentos… e às vezes, salva-te a ti.

E isso já é mágico o suficiente.
Feliz Natal 🎄💛

🌑 Novembro não é um buraco negro

O mês de Novembro é aquele misto de “estamos na reta final” com um cheirinho de “sobrevivemos”… misturado com um “Como assim já é Natal?”.
Fica aquele vazio estranho em que não sabemos se celebramos ou se deprimimos pelo que não foi feito. 😵‍💫

Posso dar uma ajudinha aqui?
Deprimir não vale a pena. É um gasto de energia gigante e, spoiler, o ano ainda não acabou.

Queres pedir aquele(a) jeitoso(a) em namoro?
Despedir-te do emprego e começar noutro lado?
Aprender finalmente a assobiar, piscar só um olho ou arrotar o abecedário?
Porque não?! Qualquer um deles pode ser a tua prenda antecipada. 😁

E mesmo que o ano acabe, e depois?
São só números para nos orientarmos no tempo. Nada “termina”, nada “começa” a não ser quando tu tomas uma decisão. Isso sim muda tudo.

Eu, por exemplo, todos os anos faço o meu Vision Board. E quase sempre coloco lá mil desejos perfeitamente alcançáveis… Problema é que ainda não ganhei o superpoder de duplicar o tempo ou de me clonar. 😎

Por isso, bora focar no que realmente importa.

Escreve tudo o que alcançaste este ano, mesmo as pequenas vitórias, tais como: “A minha planta sobreviveu.” ou “O meu dente do siso continua teimoso e firme, sem causar drama.”. Tudo conta!

E depois agradece. Vais ver que há coisas boas que já nem lembravas.
Para te dar um exemplo, eu já nem me recordava de ter feito um curso de Finanças no início do ano e olha que deu imenso jeito ✌️

Por isso, se é para perder tempo e cabeça, que seja a pensar positivo no que fizeste e no que ainda podes fazer. Sai desse buraco negro que insistem em colar ao Novembro.

Atenção, isto é sem qualquer intenção de vos impedir de aproveitar a Black Friday ou Black November… esse sim é um buraco negro para a carteira. 😅

⛈️ Manual de sobrevivência a tempestades humanas

 Ao longo da vida conheci imensas Cláudias.

Algumas eram tempestades rápidas e barulhentas; outras, pequenas depressões que se arrastavam por tempo demais.

Mas uma coisa era certa: todas deixavam o seu rasto de estragos pelo caminho… 😮‍💨

E tal como acontece no país (cof cof, Governo), eu lamentava o sucedido, colava uns pensos rápidos emocionais, fingia que estava tudo bem… e esquecia até voltar a acontecer.

Honestamente? Era quase masoquismo emocional. 🤔


Durante muito tempo culpei a Cláudia:

— “Ah, ela sopra para onde quer.”

— “Ah, estraga tudo.”

— “Ah, eu é que tenho azar.”


E claro… acontecia dano porque eu deixava.

Até que um dia mudei umas quantas coisas em mim — e puff — aquela figura mística perdeu quase todo o seu poder ✌️


Como assim, foi extinta a Cláudia?! 😯

Não, existe na mesma. Só que agora o perigo diminuiu consideravelmente porque aprendi a reforçar as minhas defesas internas.


E para sobreviver a esta espécie climatérica de pessoa, criei as minhas próprias regras:

1. Fortificar paredes e estruturas — limites saudáveis, sempre.

2. Viver na base do respeito — sem dar as costas a quem não merece.

3. Preparar defesas e simular cenários — autorreflexão salva vidas.

4. Stock de paciência no kit de emergência — nunca se sabe quando a tempestade regressa. 😶‍🌫️


Aos poucos percebi que, quando eu mudo, o cenário muda. Aliás, a imagem passa a ser de uma tempestade num frasco.



E aquelas tempestades humanas que pareciam furacões… afinal eram só ventanias fáceis de lidar.

Bem mais fáceis que certas tempestades meteorológicas que nos visitam 😅


E só para terminar:

A todas as Cláudias deste mundo, nada pessoal. O nome foi escolhido pela meteorologia. 😶‍🌫️😂