Com a chuva, o que mais vejo da janela são os caminhos que as gotas trilham. Muitas seguem o mesmo percurso, outras aventuram-se por novos.
E quando pensas que já não há mais caminho a ser desbravado, lá vem outra gota destemida e faz um cruzamento entre ruas 😂
Não remar contra a maré
Em muitas situações sou apologista desta ideia... ou pelo menos pensava que era. Até perceber que o motivo pelo qual não me dou com tanta gente é por ter o hábito de ser o contrário 🙃
Afinal, se seguires as mesmas linhas, é muito mais fácil seres aceite. E menos trabalho ou energia gastas.
Travar novos caminhos
Também não posso dizer que era deste tipo. Estagnava muito no conforto, por achar que assim me protegia e me sentia melhor.
É desconfortável e podes dar com vários becos sem saída, mas é, sem dúvida, a melhor forma de te descobrires, e de descobrires novas pessoas.
A do ponto de cruz
Ah sim, aquela gota que vai por um caminho e só descobre atalhos. Recordo-me daquelas voltas de domingo em que não há nada para fazer, então vai-se descobrir ruas de Portugal.
Pode ser bastante útil para perceber novas formas, uma nova perspetiva de ver as coisas que já conhecíamos.
E a não linear
Eu sou mais esta. Tanto estou bem num caminho, como depois mudo, como depois apenas cruzo. Diria que estou nesta fase da vida.
Porquê que é melhor? Simples: porque a vida em si precisa de um pouco de rotina, um pouco de mudança e uma pitadinha de ciclos.
Se eu fosse uma gotinha, aquilo para mim seria como um parque aquático só para deslizar e apreciar a vida. Curta, mas bem vivida. 💙

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