🐣 Sexta-feira Santa: o quão precisa eras

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🐣 Sexta-feira Santa: o quão precisa eras

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Há semanas que sinto que estou a viver numa espécie de episódio especial… daqueles que ninguém pediu, mas que apareceu na grelha na mesma.

Uma mistura entre reality show e sobrevivência moderna, onde a prova final é: chegar ao fim da semana com alguma dignidade e sem responder “ok” a tudo.

E no meio disto tudo, surge ela.

A Sexta-feira Santa.

Não como um simples feriado, mas como aquele oásis no meio do deserto. Imagino tipo cena de filme em que a personagem já está meio perdida e, de repente, vê água… e desta vez não é miragem. 😍

Mulher a descansar numa espreguiçadeira num ambiente calmo enquanto o caos de tarefas fica para trás, simbolizando pausa e descanso na Sexta-feira Santa


Corpo em modo S.O.S.

Há um momento muito específico em que o cansaço deixa de ser elegante.

Já não é aquele “estou cansada, mas funcional e com boa postura”.
É mais um “se me deito agora, fico aqui até domingo… ou até setembro, não sei bem”.

E mesmo assim, continuamos a abrir mais abas do que devíamos. Afinal, quem nunca teve 17 separadores abertos, incluindo um que ainda diz “receita saudável 2021”? 😅

Respondemos a mensagens com emojis estratégicos, dizemos “sim” quando claramente era um “deixa-me pensar”, ou sendo mais realista, um “não, obrigada”.

É quase como se estivéssemos numa versão beta de nós próprias. Funciona… mas com falhas.


O luxo raro de uma pausa

E depois há este dia, esta sexta que é realmente santa. Uma pausa oficialmente validada pela sociedade.

Este dia em que, de repente, o mundo abranda sem termos de justificar nada a ninguém.
Sem aquele discurso interno de “devia estar a ser produtiva” a tocar em loop tipo música irritante de elevador.

Durante o resto do ano, descansar parece sempre um projeto:

“Vou descansar, mas antes só trato disto, disto e… pronto, já não descansei.”

Aqui não, aqui o descanso é VIP. Sem pré-condições, sem listas.

Há menos barulho. Menos pressa.
Menos notificações a piscar como se fossem luzes de Natal fora de época.

E nós… começamos, muito devagarinho, a lembrar-nos de como é estar.


Pequenos sinais de que estamos a voltar a nós

O mais curioso é que o descanso não chega com fogo de artifício.

Este entra devagar, quase discreto.

  • Já não sentimos necessidade de “aproveitar o tempo ao máximo”
  • O silêncio deixa de ser desconfortável
  • O corpo começa a largar aquele estado permanente de alerta

E há um momento que é pequeno, mas muito real, em que pensamos:

“Ah… afinal eu ainda sei estar aqui.”

Sem pressa, sem performance.
Sem tentar transformar um dia de descanso num projeto de desenvolvimento pessoal.

Hoje, organizamos só… o fazer nada. Dar-nos ao luxo do conforto da casa, ou do solinho bom que está lá fora. 😌


Uma pausa com sabor a recomeço

Não se trata de abandonar tudo e ir viver para uma cabana no meio do nada (apesar de, em certos dias, parecer uma excelente opção). 😏

Mas talvez seja isto: lembrar que não precisamos de estar sempre no máximo.

Nem sempre a dar tudo.
Nem sempre a otimizar, melhorar, crescer, evoluir, beber água, fazer alongamentos e manifestar objetivos ao mesmo tempo.

Às vezes, basta… pausar. E dias como a Sexta-feira Santa são esse lembrete gentil.

É como carregar no botão “reiniciar”, mas sem perder nada importante.
Só aquele reset suave que limpa o excesso.

Quase como um “calma, não precisas de correr hoje”.


É só isto, e chega perfeitamente

Por estes dias não vamos fazer nada extraordinário.

Não vamos resolver a vida. Nem ter ideias revolucionárias.
Nem criar um plano detalhado para os próximos 6 meses (apesar de o Pinterest sugerir).

E ainda bem. Porque há dias que não pedem transformação. Pedem só presença.

Um sofá confortável. Um silêncio que não pesa.
E aquela sensação rara de não estar atrasada para nada.


🌿 Sugestão de leitura interna

(perfeitos para prolongar esta pausa sem grandes exigências)


No fundo, a Sexta-feira Santa não veio resolver tudo. Mas veio trazer espaço.

E honestamente… depois destas semanas meio caóticas, isso já parece quase um milagre moderno. 🐣✨

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